Palestra…stop…amanhã…stop
Maio 13, 2008 por ANA SALEMA
Hoje é véspera de amanhã e amanhã há uma palestra no auditório da Biblioteca Municipal de Almeirim sobre Eça de Queirós e A Relíquia, promovida pela BeCRe. Cinco turmas de 11ºano estarão presentes acompanhadas pelas respectivas professoras para estarem, ouvirem, serem.Sim, sim… estarem, ouvirem, serem! Estar numa palestra é um exercício de cidadania e crescimento cívico que cede espaço ao outro - o orador/a - acompanhando o concatenar das ideias, dos argumentos, da estratégia da oradora para garantir a centelha de atenção e interesse na assistência. Nada fácil nos tempos hodiernos.
Afinal, o que é uma palestra?
Hoje é uma conferência pública em tom quase familiar ( uma familiazita de cerca de 90 pessoas…), ontem, na Grécia antiga, era o local onde os atletas praticavam ginástica…
Lá estão as palavras, ou melhor, os ossos das palavras, a pregarem-nos partidas….
Quem é que resolveu ocupar a palestra com conferências, se lá se praticava ginástica que era tão importante para a conservação da “mens sana”?
Porquê, quem, quando e com que direito?……………………..
Resumindo e concluindo:
antigamente, ia-se à palestra queimar calorias; hoje, vai-se à palestra “queimar” neurónios….
É duro, é muito duro.E Quem não sabe Latim e Grego para entender O QUE É UMA PALESTRA, o que pode fazer?
Ajudem-me, please.
Eu vivo no campo mesmo. Não acreditam, mas é verdade.
Para entender o que são Relíquias de Palestras tive que comer muita erva. SIM porque como dizia a poeta Natália Correia a Poesia(neste caso a Relíquia de Eça de Queirós prosa )é para se comer.
E se nós somos a erva que comemos e se até os bois amarrados comem pasto porque não estar, ouvir, sentir,ser,…isso “queimar”neurónios atleticamente sentados.
“As Relíquias são muita boas pró nosso cervuzinho”ditado popular
É só para dizer que é com muito gosto que “viciadamente” entro neste blogue extraordinário.
O que se aprende. É impressionante. Até GREGO Meu Deus
Estou a ficar grega das ideias tentando chegar a a a a aaa
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Devo dizer que também eu estou maravilhada, encantada mesmo, com o design grego da “palestra”. A sério, sério, seriíssimo!
A gente qué lá do campo (Texas do Texas) nã percebe nada, mas gosta de ver e ouvir coisas bonitas e antigas.
Conta-se que são autênticos tesouros, estes achados milenares, e que encerram segredos e histórias que só revelam a alguns, os escolhidos, eleitos, the chosen ones…
Pois hoje venho aqui desabafar acerca de uma “palestra teatral” sobre SEXO e ZEN, sobre a qual tínhamos grandes expectativas e já se vê porquê: sexo+zen! UAU!! Afinal é o que todos ambicionamos, no respeitante a um assunto tão central na existência humana.
O texto é lindo, verdadeiro, real, profundo e hilariante. O público é jovem, cheio de energia, mas atento, interessado, diria mesmo, até um pouco nervoso, dado o tema. Mas segue o texto, capta-lhe a graça subtil e ri às gargalhadas. É natural, não?
O autor (Dario Fo) assim o quis: falar de sexo e, sem rodeios nem preconceitos desmontar medos, receios, ignorâncias e jactâncias de ambas as partes, em todas as idades. Mas a actriz-oradora, deixou a assistência de rastos: acendeu luzes, tratou mal os espectadores, sem que ninguém percebesse porquê e, se afinal nos podíamos rir à-vontade ou se isso era má educação e, por isso, no fim, já todos ríamos contidamente, baixinho, sem vontade….
… e assim ficou só o Sexo, a parte ZEN onde o Amor entra passou-nos ao lado, ficou de fora, pois já estávamos todos esfrangalhados com tanta zanga e mudança de humor……
Acabámos por lhe perdoar, afinal era o último espectáculo deste ano. A senhora estava era cansada!… Também naquela idade, 90m non stop, a falar seja do que for é overdose!….
Parece que para o ano há mais, mas o melhor é marcarem logo no início da temporada para ver se conseguem também apanhar a parte ZEN.
Está feito o desabafo.
Expectativas eram grandes mas a desilusão foi um pouco maior. Também eu fui ao teatro para ver uma peça interessante, real, hilariante,…..eeee
Zen nem vê-lo e sexo só com alguma dificuldade (esqueci-me dos óculos , é vero!)
Penso que alguns alertas do texto foram entendidos mas podia ter sido mais divertido. È preciso conhecer para amar e amar para proteger e as emoções constróiem-se com felicidade e prazer e não com semblantes carregados.
A luz Zen que deveria iluminar o espectáculo afogou-se com tantos néons, flashes, megawatts e não sei mais o quê. Cheguei a ponderar a hipótese de sair da sala por não entender o que ali estava a fazer.
A Sra comentadora anterior diz que ríamos contidamente e sem vontade mas eu diria mais, sem vontade fingíamos que estavamos ali a rir. E esta HEM?