Alegre, a leitura…
Maio 12, 2008 por ANA SALEMA

Hoje faz anos Manuel Alegre. Descobri-o surfando nos links do meu próprio blogue.É razoável, portanto, que dê testemunho de um livro e de alguns apontamentos encontrados na obra Cão como nós. Belo texto para jovens do 10ºano, belo texto para integrar a lista do PNL, belo texto para contratos de leitura.Porquê?
Porque somos, pelas palavras, levados a ouvir - e ouvimos - magicamente o espírito do amigo, esse mesmo, o cão, nosso irmão de ossos a roer e já roídos…
” - Será que o cão tem espírito?,perguntou -me o filho do meio.
Olhei para ele surpreendido.E acabei por responder:
- Não sei sequer se nós próprios temos espírito ou se é o espírito que nos tem ou está em nós.
- É isso o que eu queria dizer. Olha para ele.
Era um fim de tarde de Agosto, o cão estava parado frente ao mar, o pêlo muito luzidio, a cabeça levantada, narinas abertas, sorvendo o ar.
-Ele está a cheirar o espírito.O espírito da terra, o espírito do vento, o espírito das águas. “
Parabéns a todos os escritores que celebram pela escrita a sapiencial máxima:” Quanto mais conheço os homens …mais estimo os animais.”
Li a alegreitura e escutei atentamente o cão: tudo nele me pareceu genuinamente sentido e espiritual.
Depois lembrei-me de outros cães (os do O’Neill) que se chegavam a enfiar dentro dos poemas e punham as patas em cima das mesas dos cafés, para acompanharem as donas à hora do chá…
Ah, a sabedoria canina e a companhia que nos faz, sem palavras pelo meio a atrapalhar as relações!
Adorei este cão. Sabe ladrar este nosso amigo.
Boa ideia vou ROER este “OSSO” de nome Cão como Nós
amanhã acabo bateria está a ladrar ker comer