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 Ainda se lembram ? Neste painel, agora a cores, figura o Sr Costa, o mesmo do post anterior ao silêncio do  Becrelendo  - silêncio auto-imposto, mas audivelmente sofrido... A música que acompanha a apresentação denomina-se worksong - Cannonball e Coltrane Project - e está aí a celebrar o trabalho de equipa, claro, que no jazz, como na vida, na escola, e no trabalho deve ser bom trabalhar em equipa!

A BeCre deu o mote, o colega Ricardo Oliveira pegou no mote, supervisionou os trabalhos das quatro turmas do Profissional:10º G e H,11º F e G e o resultado foi este extraordinário painel, a partir do qual realizei esta apresentação!

Há um extra que recomendo: a palestra motivacional de Daniel Godri - porque , de facto, como Diderot dizia: ” Até para fazer alfinetes o entusiasmo é indispensável.”No fim, o Operário em construção , de Vinicius de Morais, dito por Mário Viegas também se recomenda.

O que aqui fica registado é um daqueles raros momentos em que se conseguiu trabalhar em equipa.

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15.36 do dia 7 de Julho ( após ler os comentários ao post)

O 1º show tem música, o 2º não.No splashcast pode-se acrescentar música de fundo, o problema é que depois ela não pára, por isso, colega Teresa Bento Lopes, julgo que  agora poderá deleitar-se a ouvir a versão do Operário em Construção, dita por Mário Viegas, sem a interferência da worksong…

E muito obrigada pelo depoimento.

Agora também já se pode ouvir  a palestra sem Coltrane.Chegamos a um quase equilíbrio: Ouvimos Coltrane no 1º slideshow enquanto vemos as fotos; passamos para o 2º show para ouvir/ver a palestra e ouvir “O Operário em Construção”…Entretanto, vou procurar ainda outra solução!

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1h da manhã do dia 9 de Julho: Depois de ler os  últimos posts percebi que não há agora música em nenhum dos shows! Por isso  apaguei um deles por ser inútil repeti-lo.O problema já está resolvido! Derradeira solução: foi colocado junto ao show  a worksong, quando se quiser é só pará-la! Obrigada Teresa Cordeiro!

Quadro mágico

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 APONTAMENTO EVOCATIVO DA EXPO´98

 

 

e para ver os olharapos

 Por fim, para  não esquecer a mensagem universal da última exposição do séc.XX … depois de ouvir ” As Baleias “, de Roberto Carlos, há que parar e reflectir que esta canção, como um hino, consagra o essencial da mensagem da Expo 98: os oceanos e os mares são património da Humanidade que urge AMAR, RESPEITAR, PRESERVAR!   

 

 

 

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Não estou certa que o estejam a reconhecer assim, a preto e branco, na dignidade da sua função de contabilista…é o Costa ( não, não é o Esteves da Tabacaria, se fosse, decerto os alunos de 12º ano comentariam este post, após a descoberta de FernandoPessoa-Álvaro de Campos), é o próprio Costa que integra o painel sobre o trabalho e as profissões exposto na BecRe. Gosto dele e do seu ar de funcionário aprumado, zeloso e eficiente q.b. Contudo, enganou-se nas contas -  como eu tantas vezes - e ficou perplexo com o seu erro: esteve a somar o número de livros solicitados na BeCre durante o mês de Maio e…apurou cento e quarenta e nove requisições domiciliárias.Que número significativo - pensou o Sr Costa - nesta biblioteca os utilizadores são leitores assíduos e interessados; nesta escola, os professores encaminham os alunos para a biblioteca e encorajam-nos a requisitar livros, quer para trabalhos, quer para lazer… nesta escola, os professores dão o  exemplo vivo do amor aos livros!

Coitado do Sr Costa! Errou e ficou descoroçoado com o seu erro: é que consultou   os registos  mensais da requisição de computadores em vez dos registos mensais da requisição domiciliária de livros ( ficou negro de desgosto!)

Amanhã… 

 

Ouvir cantar em português é algo que começa a rarear! Basta estar atento durante um dia , só um dia, à programação das rádios para percebermos que música e letra em português é uma aliança a desfazer-se. Fiquei estupefacta, hoje, com a interpretação da Vânia Fernandes na canção que levou à EuroVisão: Senhora do Mar. Fiquei estupefacta por cantar em português - não devia, porque a língua portuguesa me encanta, mas fiquei… E como soa bem o português, e como soou bem a nossa língua, e como soou postiço a canção russa cantada em inglês,  a grega em inglês, a francesa em inglês…inglês…inglês…

Palmas à língua que nos une ! Palmas à Vânia Fernandes, palmas ao texto e à interpretação  da canção!

 Senhora do mar

Senhora do mar,
Ante vós, me tendes caída.
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, que é de ti?

 

Senhora do mar,
Ante vós, minha alma está vazia.
Quem vem chamar a si o que é meu?
Ó mar alto, traz pr’a mim,
Amor meu sem fim!

 

REFRÃO
Ai, negras águas, ondas de mágoas,
Gelaram-m’o fogo no olhar.
Senhora do mar,
Ele não torna a navegar!
E ninguém vos vê chorar,
Senhora do mar!
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa, perdidas?
Amor, que é de ti?
Ai, negras águas, ondas de mágoas,
Gelaram-m’o fogo no olhar.
Senhora do mar,
Feridas em sal, rezas em vão…
Deixai seu coração
Bater junto a mim!     

  

 

 

(REFRÃO)        

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
 
 

Becrelenda

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Fica hoje apresentada a Becrelenda, emocionada com as lutas dos trabalhadores e visitante honorária da BecRe da Esma, na qual reagiu de modo muito positivo ao painel  sobre o trabalho e as profissões, tendo chegado a dizer que o professor Ricardo Oliveira e as suas 4 turmas de profissional mereciam um rasgado elogio!

A engrenagem…

A engrenagem pode representar, simbolicamente, a união orgânica das partes em relação ao todo. Na sociologia do trabalho, TRABALHAR  difere de  TER UMA PROFISSÃO ; na verdade, quase todos trabalhamos, mas nem todos temos uma profissão.Ter uma profissão é  estar dotado/capacitado/investido de  conhecimentos e competências para, à partida, olear com mais afinco a complexa engrenagem laboral… embora nem sempre seja assim.

“É muito estranho que apenas poucos homens

compreendam que não estão irremediavelmente

amarrados à engrenagem torturante de um

trabalho monótono e que a maioria continue presa

 ao seu rodar só por não se aperceber que com

esse trabalho não alcança plano mais elevado. “

                                  Bertrand Russell, in “A Conquista da Felicidade”

                                             A engrenagem do trabalho e das profissões              

                                             |Ora cá está a engrenagem de que falava ontem!

 No mês que a BeCre dedica ao TRABALHO & PROFISSÕES, o colega Ricardo Oliveira oleou bem  a engrenagem das suas 4 turmas e o resultado é o que está à vista na Becre. O slideshow  completo seguirá quando todas as figuras  ” ascenderem” ao painel do trabalho e das profissões.

      ( Hoje chegaram as útimas que ainda não foram fotografadas ).

Tempos modernos…

 Hoje ficaram prontas as rodas dentadas da engrenagem do painel da BeCre sobre o trabalho e as profissões. (Não estas, outras, traçadas com dedicação por Francisca Inácio, e que  depois de fotografadas virão direitinhas para o blogue ). E a Becre merece uma visita: está engalanada de” homens” e “mulheres” trabalhadores.O Bombeiro, o Zé, mais o pintor Alberto, o padeiro  Belarmino, o palhaço Felício, o médico Miguel e a enfermeira Vespertina, o futebolista Jesus, o padre Custódio, o lavrador Vítor e a … mais o … e ainda o… ah, e aquele que está mesmo a fitar-nos desafiadoramente mal entramos na biblioteca!

A sério, passem  na BeCre, vá lá,  para  os ver em toda a graça e esplendor no mês dedicado ao trabalho e às profissões.

E, como já anunciado, amanhã, a partir do meio dia, no ciclo de cinema da BeCre, será exibido o filme TEMPOS MODERNOS, com Chaplin. Filme de 1936, do qual fica aqui um apontamento para aguçar o interesse de professores e alunos.

Os homens dividem-se, na vida prática, em três categorias - os que nasceram para mandar, os que nasceram para obedecer, e os que não nasceram nem para uma coisa nem para outra. Estes últimos julgam sempre que nasceram para mandar; julgam-no mesmo mais frequentemente que os que efectivamente nasceram para o mando.
O característico principal do homem que nasceu para mandar é que sabe mandar em si mesmo.
O característico distintivo do homem que nasceu para obedecer é que sabe mandar só nos outros, sabendo obedecer também. O homem que não nasceu nem para uma coisa nem para outra distingue-se por saber mandar nos outros mas não saber obedecer.
O homem que nasceu para mandar é o homem que impõe deveres a si mesmo. O homem que nasceu para obedecer é incapaz de se impor deveres, mas é capaz de executar os deveres que lhe são impostos (seja por superiores, seja por fórmulas sociais), e de transmitir aos outros a sua obediência; manda, não porque mande, mas porque é um transmissor de obediência. O homem que não nasceu nem para mandar nem para obedecer sabe só mandar, mas como nem manda por índole nem por transmissão de obediência, só é obedecido por qualquer circunstância externa - o cargo que exerce, a posição social que ocupa, a fortuna que tem… “

Fernando Pessoa, in ‘Teoria e Prática do Comércio’

Hoje é véspera de amanhã e amanhã há uma palestra no auditório da Biblioteca Municipal de Almeirim sobre Eça de Queirós e A Relíquia, promovida  pela BeCRe. Cinco turmas de 11ºano estarão presentes acompanhadas pelas respectivas professoras para estarem, ouvirem, serem.Sim, sim… estarem, ouvirem, serem! Estar numa  palestra é um exercício de cidadania e crescimento cívico que cede espaço ao outro - o orador/a -  acompanhando o concatenar das ideias, dos argumentos, da estratégia da oradora para garantir a centelha  de atenção e interesse na assistência. Nada fácil nos tempos hodiernos.

Afinal, o que é uma palestra?

Hoje é uma conferência pública em tom quase familiar ( uma familiazita de cerca de 90 pessoas…), ontem, na Grécia antiga, era o local onde os atletas praticavam  ginástica…

Que bonito que é o estudo da arqueologia das palavras! Que ecos antigos sussurra…palestra, palestra, palestra…Gosto deveras desta palavra.Até amanhã na PA_LES_TRA ! ∏∂λ∂ιστρ∂!

Alegre, a leitura…


Hoje faz anos Manuel Alegre. Descobri-o surfando nos links do meu próprio blogue.É razoável, portanto, que dê testemunho de um livro e de alguns apontamentos encontrados na obra Cão como nós. Belo texto para jovens do 10ºano, belo texto para  integrar a lista do PNL, belo texto para contratos de leitura.Porquê?
 

Porque somos, pelas palavras, levados a ouvir - e ouvimos -  magicamente o espírito do amigo, esse mesmo, o cão,

nosso irmão de ossos a roer e já roídos…

     ” - Será que o cão tem espírito?,perguntou -me o filho do meio.

        Olhei para ele surpreendido.E acabei por responder:

          - Não sei sequer se nós próprios temos espírito ou se é o espírito que nos tem ou está em nós.

         - É isso o que eu queria dizer. Olha para ele.

         Era um fim de tarde de Agosto, o cão estava parado frente ao mar, o pêlo muito luzidio, a cabeça     levantada, narinas abertas, sorvendo o ar.

-Ele está a cheirar o espírito.O espírito da terra, o espírito do vento, o espírito das águas.

Parabéns a todos os escritores que celebram pela escrita a sapiencial máxima:” Quanto mais conheço os homens …mais estimo os animais.”

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